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Molitva II
Desperto cansado de todas as dores De todos os sonhos E sinto no espelho do tempo A fatigada antiguidade da alma exaurida por tantas...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Ikelos
onho novamente A morte se achega Me encontra deitado dolorido, mas em paz me dá um beijo lento e não há hálito ruim tem o perfume dos que...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Réquiem para o tempo perdido
Para Marcel Villarta, Neusa Cardoso e tantos mais Medito sobre todos os fracassos pequenos ou grandes Sinto a memória de variadas dores...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Vislumbres
O alegre gecko leopardo toma sol numa pedra quadrada O velho arquejado se banha é de outro povo que não sei divisar O jovem, no sonho,...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Apólogo
Quando fui um lagarto amarelo onde estava você? Talvez fosse a pedra que amparava para tomar o benfazejo sol Quando andei pelas celtas,...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Kairós
O tempo… Os tempos cíclicos das cosmogonias e religiões o tempo labiríntico de Borges o preguiçoso tempo dos gatos O espaço-tempo de...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Paradoxa
Tristeza e alegria são incertas geografias em que caminhamos com alguma displicência algo frugal de quem se nutre das águas impetuosas do...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Família
Quando me perguntam o que me alivia nas noites tão frias não sei se respondo ou se tergiverso ou resmungo que conheço dois irmãos um é o...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Novelos
Os tênues fios que conectam galáxias são também rios que arrastam díspares devires são memórias cheiros e sons são imagens de coisas...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Senciência III
Às vezes me desapercebo me desaprendo me desapego me desconheço me desconecto e insurrecto pareço pairar em outro corpo em estranho...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Anticonto
Era uma vez Uma criança que não sabia contar Avessa a quantidades e medidas Tão absorvida em sua solidão Era uma vez um prosador Que...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Quinquilharia
Na geladeira o arroz embolorado desaquece Em alguma gaveta o papel de rascunho Amarelece sem anotações Em qual parte da cósmica casa...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Geographica
Pretender ser a língua Fiel retrato das coisas É ridículo igual Acreditar serem perfeitos Os mapas do exato tamanho Das paisagens que...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Continuum
Onde o preciso tamanho De cada fibra No sem fim do cardar-se o fio? Onde definir a extensão dos submarinos cabos Que não param sua...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


S.O.S.
Save our souls Serve our souls By our own Never sell our own Solve from our soul All its glitches Each small mistake Each enormous...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Jornada
Os pés descalços pisam a terra morna E tornam errantes para o de onde partiram para o de antes de terem nascido Retiram-se leves, como o...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Vremiamost
Quando a dor sufoca Quando o vento do poço infinito enregela as faces cansadas Quando o silêncio profundo toca cada fibra do existir...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Quase-prece
Pelos que sangram o difícil de manter o sopro o mistério de seguir-sendo Pelos que tombam diante do impossível desafio Pelos que se fiam...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Sonho impressionista
A noite é profunda e longa A escuridão impede medir as distâncias avaliar o escoar impreciso do tempo Como na velha torre da igreja já...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura


Caronte
Desaprendi o choro os olhos pesam mas no deserto não há oásis falta a líquida matéria resta o combalido sopro que ainda anima os passos...

Marco Villarta
22 de mai. de 20251 min de leitura
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