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Précis

Atualizado: há 2 dias


Meu Deus Meu impreciso deus Porque é incorreto dizer meu Sobre a totalidade Deus Não sei se sou criatura Ou emanação Não me sei como ser Como não sei o outro Desconheço se há uma fé das formigas Se os vírus vêm reverenciar a vida Mas gostaria de Na solidão absoluta da existência Voltar-me Dobrar-me sobre o que (não) sou Sobre o que não saberei que(m) sou E expressar a perplexidade De quem, humildemente, Percebe-se fração Provisória forma do pó Antes de retornar a si Não sei se isso é uma prece Um desabafo Talvez um poema. Porque na linguagem humana Não há dizer sem metonímia Sem uma coisa estar Em outro lugar Diante do todo do mistério Confesso estar Deslocado Neste sem lugar Espero ser atento à (minha) dor Que percebo nos Outros Viajantes. Confesso a incompletude E o desejo do alívio. Se me sonho na dúvida Espero ser sonhado Não na descoberta do mistério Porque preciso do acalanto De estar aquecido Pelo necessário Viver.


Marco Villarta Lavras, 13 de fevereiro de 2017.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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