Janela
- Marco Villarta

- 2 de jun. de 2022
- 1 min de leitura
Atualizado: há 2 dias
Queria ter o tempo De um deus De conhecer Os olhos De um elefante Que chora a morte Dos seus De descobrir Que cheiros Um cão Prescruta Nos caminhos Em que vago De deitar na sombra Das árvores E sentir a terra De quem todos Viemos. Queria ter o tempo De um sol Para acalentar Planetas inteiros E consumir-se De vida Num calor Que não saberia medir Queria ter o tempo Do nada Infinitamente quieto E silente. Talvez num eterno Repouso Na paz sem desejo Na certeza de Nenhum estertor.
Marco Villarta
Lavras, 16 de abril de 2016.



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