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Isolaousia
- Marco Villarta

- há 1 dia
- 1 min de leitura
A poesia se basta
Pois não é nem casta
Nem impura, devassa
Nos ilimitados campos
é o que desconhecemos
inábeis que somos
E os sonhos arrefecem
Na vastidão
As solitárias inquietações
São várias
São de tantos e tantas
Quanto se pode adivinhar
Pois que a dor alheia
É como postura do tarô
Rede de arcanos
Divinatórios segredos
Degredos
Exílios
Na poesia somos crianças
Brincando de cercar o impetuoso mar
Com nossas frágeis palavras.
Marco Villarta
Lavras/MG, 16 de setembro de 2024.



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