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Isolaousia

A poesia se basta

Pois não é nem casta

Nem impura, devassa

Nos ilimitados campos

é o que desconhecemos

inábeis que somos

E os sonhos arrefecem

Na vastidão

As solitárias inquietações

São várias

São de tantos e tantas

Quanto se pode adivinhar

Pois que a dor alheia

É como postura do tarô

Rede de arcanos

Divinatórios segredos

Degredos

Exílios

Na poesia somos crianças

Brincando de cercar o impetuoso mar

Com nossas frágeis palavras.

 

Marco Villarta

Lavras/MG, 16 de setembro de 2024.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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