Graças
- Marco Villarta

- 3 de jun. de 2022
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Atualizado: há 2 dias
Valei-me Todas as graças Cárites De todas as virtudes De todos augúrios. No reverso do espelho De outra parte de mim A que me diz quem sou Bendigo As aglaias horas As tálias companhias As inominadas musas Do sorriso Dos êxtases mais simples Entre cada respirar. Se percorre algum canto Do meu ser Mais que o sangue Circulando Rotineiro Alguma substância De felicidade Só posso ser grato Caritoso. Porque plenitude Ainda que ligeira Efêmera É a possível E temporária Condição De sermos Ao mesmo tempo Humanos e deuses. Na ambiguidade Do sorriso bobo Há mais que contravenção. Há o que somos E mais o que não sabemos. É quando nos vemos No caminho De um ponto que Nos desconhecemos. Somos o que rimos Especialmente O que agradecemos.
Marco Villarta Lavras, 13 de fevereiro de 2017.



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