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Cantiga II

Se olho no espelho

vejo no rosto velho

uma nova ruga

apalpo os sinais da morte

da pouca ou muita sorte

que vivi caminhando

trocando com a terra

a dor escondida

a coragem engolida

fugida do medo

arremedo de vida

choro represado

de tanto passado

de um tanto de lida

sofridas

de sonhos, de gritos

conflitos

de morte, de vida

rouco passado

do destino calado

do não saber desistir.

 

Marco Villarta

Lavras/MG, 12 de março de 2025.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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