Fio
- Marco Villarta

- 2 de jun. de 2022
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Atualizado: há 17 horas
quanta metonímia
no existir
se um rosto se transforma
se mutila
desconhece(-se)
assombra
muitos
desejam pedaços de corpos
no seu próprio tecido
ou na alheia textura
as mãos que enfraquecem
são mais de memórias
que de contatos
a ausência não tem cura
me disse outro dia
um morto antepassado
nós, aqui do outro lado,
também sentimos muitas faltas
são muitos vazios, perenes,
como o deixar de ser
o não estar onde outros
o tempo parece uma reta
a contrariar a Natureza
se todas as formas são curvas
por que a vida se finda?
Marco Villarta
Lavras, 06 de abril de 2016.



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