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Amálgama

4 de ago.
1 min de leitura

De todos que sou

Por entre os que fui

E para além dos que

Ainda hei de ser

Há algo de comum

Entre tantas formas

E me sinto moldado

Pelas que você já foi

Por aquelas que será

E nos rastros do invisível

Nos mistérios do intangível

Sei que continuaremos

Mais do que nos fundir

Porque não se funde

O que já desde sempre

Tem reacontecido

Tem ressurgido

Tem sido

Infinitamente

somente

um.

 

Marco Villarta

Itaguara/MG, 05 de janeiro de 2023

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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