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Amálgama
De todos que sou
Por entre os que fui
E para além dos que
Ainda hei de ser
Há algo de comum
Entre tantas formas
E me sinto moldado
Pelas que você já foi
Por aquelas que será
E nos rastros do invisível
Nos mistérios do intangível
Sei que continuaremos
Mais do que nos fundir
Porque não se funde
O que já desde sempre
Tem reacontecido
Tem ressurgido
Tem sido
Infinitamente
somente
um.
Marco Villarta
Itaguara/MG, 05 de janeiro de 2023




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