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УТОПИЯ
- Marco Villarta

- há 2 dias
- 1 min de leitura
No sonho a criança doente
Pisa o úmido chão
Os velhos encarangados
Dançam sem pressa
Os mortos não se ausentam
E a ninguém falta o pão
A vida flui como deve
E, leve, contorna
Os pequenos conflitos
As brisas são mornas
No sonho se desconhecem
Os aflitos, os sem paz
E a luz que permeia
É de fora e é de dentro
As feras são mansas
O remanso é tanto acalento
Que ninguém teme morrer.
Marco Villarta
Lavras, 11 de junho de 2023.



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