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УТОПИЯ

No sonho a criança doente

Pisa o úmido chão

Os velhos encarangados

Dançam sem pressa

Os mortos não se ausentam

E a ninguém falta o pão

A vida flui como deve

E, leve, contorna

Os pequenos conflitos

As brisas são mornas

No sonho se desconhecem

Os aflitos, os sem paz

E a luz que permeia

É de fora e é de dentro

As feras são mansas

O remanso é tanto acalento

Que ninguém teme morrer.

 

Marco Villarta

Lavras, 11 de junho de 2023.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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