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Inquisitio
- Marco Villarta

- há 19 horas
- 1 min de leitura
Quem não ?
Nunca ?
Ninguém ?
Nada ?
Negativas certezas
subtraídas razões
O outro é o outro do espelho
Mas se olho, sou eu
Mas se vejo, sou avesso
Desse verso mistério
de achar-se perdido
no que penso encontrar
Sou música surda
tela sem pintar
o rio que flui
monótono no inexoráravel existir
escravo do movimento
parado em se transformar
sou sendo
a contínua pergunta
a dúvida, que, suspensa,
não me deixa
saber-me de mim
nem sequer
ser outro
que não seja
o vazio
de não se completar.
Marco Villarta
25 de fevereiro de 2020



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