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Избыток*

Foi quando fitei profundamente

O infinito dos seus olhos

A íris com seu escarpado relevo

Desafio de insensato allpinista

A pupila em seu abismo sem fim

Interminável mergulho

Sem escafandro

Para além dos submarinos

Horizonte dos eventos

Mistério singular

Foi então que vi

Como definitiva experiência

A doçura da alma

As incertas dores

E as tantas faltas

Os olhos não são espelhos

Metonímias

Hipérboles

Das vidas muitas

Em que me perdi

E me encontrei em você.

 

Marco Villarta

Lavras, 06 de fevereiro de 2026.

*Isbuitok – excesso em termos de fartura, de transbordamento

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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