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Toada

Os ritmos da vida

Que nem visitas

Bem fora de hora

Redobram os galhos

Moinhos, redes

De fasto, invés

Qual vórtices afins

Espanam as almas

Poeira que trazem

Esquecem de si

E aí transmutam o

Fugaz do êxtase

Enganam ainda

O que se alter(n)a

(n) o imóvel da morte

O já (des)enxergar

Os passos da dança

Se a luz não sabe de si

O tempo de tudo o mais

Quem somos (os) nós

A-linha-v(o)ando

além das linhas

Das nuvens ou p(l)anos

Profanos mistérios

Saberes no nada

Toada de carro-de-boi

estradas outras

contramargem

Silêncio

De outras

dimensões.

  

Marco Villarta

Lavras, 06 de novembro de 2025

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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