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Súplica

Vem, vem me buscar

Minhas mãos já sem força

Não têm onde se segurar

Sem as suas, não há o que procurar

Não há lugar para me deitar

O sono não vem ou chega ruim

O ar que respiro é tóxico

E a vida feneceu no vaso

Esquecido no fundo do quintal

O mundo ainda pulsa

Mas já não tenho meu onde

Meu quando

Minha razão

Meu tudo

No infinito do universo

Desconheço a imensidão

Falta você.

 

Marco Villarta

Lavras, 06 de junho de 2023.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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