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Súplica
- Marco Villarta

- há 2 dias
- 1 min de leitura
Vem, vem me buscar
Minhas mãos já sem força
Não têm onde se segurar
Sem as suas, não há o que procurar
Não há lugar para me deitar
O sono não vem ou chega ruim
O ar que respiro é tóxico
E a vida feneceu no vaso
Esquecido no fundo do quintal
O mundo ainda pulsa
Mas já não tenho meu onde
Meu quando
Minha razão
Meu tudo
No infinito do universo
Desconheço a imensidão
Falta você.
Marco Villarta
Lavras, 06 de junho de 2023.



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