Silêncio
- Marco Villarta

- há 2 dias
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A fala que falta
Na flauta de Pan
Pandora que levanta
Tanta dor de existir
A falta que fala
Cala os mais belos sons
Tons de puído sépia
Pias de sacrílega iniciação
Ação de resignado andor
Dor de caminhar tão só
Só desde os mais antigos inícios
Indícios do esquecer
A desaquecer a angústia da alma
Calma e frágil derrota
Rota que traça a rota
Dos medos mais primários
Relicários dos nossos
Próprios ossos
Em que poço caíram
A voz que agora silencia
E sentencia a minha solidão.
Marco Villarta
Lavras, 26 de junho de 2026.



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