Radiestesista
- Marco Villarta

- há 2 dias
- 1 min de leitura
Há nos poços
Líquida refrescância
E no frescor que alivia
Nos perdemos a olhar
Para o que está abaixo
Da superfície da água
Debaixo do invisível fundo
Misterioso mundo
meio imaginado, meio secreto,
Pois que o que está além do poço
Nem poço é mais
Penso, em momentos de vertigem
Se há contrapoços
Se há profundidades
Que nos afogam em vez de saciar
Que nos trazem escuridão diversa
Daquela que nos alimenta
Se tais poços estão dentro ou fora
Dos desertos internos ou externos
Se há poços sem fundo
E onde irão dar
Se nos infinitos porões
Se nos esquecidos desatinos
Se nas impossíveis memórias
Se nas necessárias utopias
Há nos poços
Intermédio de ar
Entre a límpida água
E nossa apressada sede
Há nos poços
Espessos silêncios
Ar de eternidade
Resiliente espera
Intensa esperança
Em confinado mar.
Marco Villarta
Oliveira, 18 de janeiro de 2026.



Comentários