Por tais infinitos
- Marco Villarta

- há 13 horas
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Onde o tempo é mera porta?
Quando o espaço é lenta demora?
Transubstância
Errância impossível
De se conhecer
Alvorecer de sol sem estrela
Atol sem mar, nem poeira
Fileira de sombras
Para quem está deste lado
De multifacetado orbe
De incontáveis faces
Rostos desiguais
Ante variados espelhos
Novelos que cósmicos gatos
Brincam de embaraçar ainda mais
Onde e quando nos revemos
Seja em túneis de luz
Ou talvez em rarefeitas atmosferas
Sutis quimeras de volátil matéria
Intangíveis realidades
Para além do além mais além
Onde ninguém sabe dizer
Pois o instante é puro
Instantâneo sentido
Para esse cosmo sem partes
Sinto-me rasgado
Órfão de minhas metades
Abstêmio do devir
Fluxo ininterrupto
Sem tempo nem espaço
Traço de ser
Ainda
Por saber.
Marco Villarta
Lavras/MG, 07 de setembro de 2022.



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