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Por tais infinitos

Onde o tempo é mera porta?

Quando o espaço é lenta demora?

Transubstância

Errância impossível

De se conhecer

Alvorecer de sol sem estrela

Atol sem mar, nem poeira

Fileira de sombras

Para quem está deste lado

De multifacetado orbe

De incontáveis faces

Rostos desiguais

Ante variados espelhos

Novelos que cósmicos gatos

Brincam de embaraçar ainda mais

Onde e quando nos revemos

Seja em túneis de luz

Ou talvez em rarefeitas atmosferas

Sutis quimeras de volátil matéria

Intangíveis realidades

Para além do além mais além

Onde ninguém sabe dizer

Pois o instante é puro

Instantâneo sentido

Para esse cosmo sem partes

Sinto-me rasgado

Órfão de minhas metades

Abstêmio do devir

Fluxo ininterrupto

Sem tempo nem espaço

Traço de ser

Ainda

Por saber.

 

Marco Villarta

Lavras/MG, 07 de setembro de 2022.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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