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Línea

A linha que amarra

Também costura

Nessa cesura

Se, pararela,

Trilha, nos trilhos

Recebe locomotriz

Se fronteira

É sempre triz

Limite, limiar

É traçado

Entre a cumeeira

E o porão

Sempre bruma

Porosa divisória

Morte e vida

Sonho e dia

Se, ao passar pela agulha

É milagre atravessar

O fundo

O infinitamente pequeno

É varal das vestes,

Seja de pausas e sons

O mistério é o que a estica

São, no mínimo, dois

Em cada ponta

O que conta

O que monta

Do ponto

O entretecer.

 

Marco Villarta

Lavras, 10 de junho de 2023.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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