Lumen
- Marco Villarta

- 1 de jun. de 2022
- 1 min de leitura
Atualizado: há 1 dia
Pode o amor se contrair e construir nada menos que mundos infinitos? Pode alguém (sobre)viver sem sua contraparte de desmedida dimensão? Pode haver paraísos sem a simples paz dos cães fiéis, dos irrestritos enamorados, dos clãs jungidos pela mútua compaixão? Pode haver começo ou fim se, assim como conheço, há um sentir para além de signos quaisquer? Pode haver explicações para mistérios que ninguém sequer sabe existirem? Pode haver poesia depois de repetidas crueldades que a Humanidade insiste metodicamente em reeditar? Talvez só a poesia, tal como as outras artes, possa engendrar perguntas possa não se melindrar com respostas que são faces da mesma epifania rara moeda sem face, nem coroa transluzidia iluminação.
Marco Villarta São José dos Campos, 08 de maio de 2022.




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