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Justificativa
- Marco Villarta

- há 2 dias
- 1 min de leitura
Talvez me culpem pela tristeza
Por tanto embate existencial
Mas viver é perigoso
Complexo ofício
De delicada dissecação
Não sei se a alma tem fibras
Músculos, nervos ou tendões
Perdoem-me
Sou sinestésico
E feito personagens de Poe
De sensibilidade extremada
Embriagado de intensidades
Corroído pelos agoras
Ágoras de minha interna multidão
Pathos de inquieta aflição
E o pior
Sou o que vejo
E o que é visto
E já não sei
Na superfície do espelho
Quem olha para quem
Marco Villarta
Lavras, 21 de novembro de 2025.



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