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Infinitos

Infinito são dessaberes sem fim

Assim meio mal ajambrados

São as fortes gotas de chuva nos telhados

Quando parece que não vai parar

É o medo do escorrer dos mistérios

Quando o frio mais frio

Não é o das juntas que doem

Quando o tirintar dos ossos

Já não se pode mais ouvir

Infinito é o todo dentro do todo

Sem jamais terminar

Infinito são os sonhos deslembrados

É a memória dos toques no alheio corpo

Que estremecem nossas razões de existir

 

Marco Villarta

Lavras, 26 de junho de 2026.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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