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Inespelho

A inesperada face

Surge da escura noite

O inesperado olhar

Emerge do vazio sem fim

A vida sendo vida

O carinho sutil

A extrema dedicação

Inesperado afeto

Que se projeta dos redemoinhos

Que poreja das fluidas correntes

Pois o rio que escoa

É, antes, mina que brota

Aguda nota que toca

O coração despedaçado

E nesse inesperado encontro

Há suave beleza

Há profético destino

As histórias de dores

Perdas e mortes

O inesperado é

uma vida

Encontrar(se n) a outra

Inesperada dádiva

Grato presente

Que a Divindade

Com condoído amor

Pôde oferecer

 

Marco Villarta

Oliveira, 02 de dezembro de 2025.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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