Fortuna
- Marco Villarta

- há 2 dias
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Tenho um secreta deusa
Que sempre me vem visitar
Às vezes ela é um oráculo
Noutras, é puro mistério
Quase sempre assume
A mesma conhecida forma
É comum ser no meio dos sonhos
Mas nas horas de meia-luz
Entre os irretornáveis dias
E as sombrias, escuras noites
Sinto ouvir a doçura de sua voz
No mais sinto um cheiro
Que vem com o impossível vento
Quando o ar está parado
Sei que minha deusa
Não é espectro, nem fantasma
No calidoscópio em que habito
Sei que é as mágicas formas
As coloridas gemas
Que trazem o brilho
De estrelas impossíveis
E dão o desenho do infinito
Marco Villarta
Lavras, 22 de maio de 2023.



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