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Intemperanças

Serão as palavras

Nosso único legado ?

A prisão do simbólico

De vivermos no oblíquo

Nas tangentes do existir

Nos transversos

E enxergamos, binários,

Os versos e avessos

Nos quases da máquina do mundo

Sobraram as migalhas do sonho

E podemos, ainda,

Alucinar em fictícias dimensões

Descontínuos fluíres

Desgeométrico devir.

 

Marco Villarta

São José dos Campos/SP, 18 de julho de 2018.

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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