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Entrecorpos
- Marco Villarta

- há 6 horas
- 1 min de leitura
Imprecisas fronteiras
Entrelugares
Intertempos
Intempéries
Intemperanças
Serão as palavras
Nosso único legado ?
A prisão do simbólico
De vivermos no oblíquo
Nas tangentes do existir
Nos transversos
E enxergamos, binários,
Os versos e avessos
Nos quases da máquina do mundo
Sobraram as migalhas do sonho
E podemos, ainda,
Alucinar em fictícias dimensões
Descontínuos fluíres
Desgeométrico devir.
Marco Villarta
São José dos Campos/SP, 18 de julho de 2018.



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