Enlevo
- Marco Villarta

- há 8 horas
- 1 min de leitura
Desconfio
Nos infinitos intervalos
De incontáveis universos
Não haver outra teia
Outra sutil matéria
Que pungente doçura
Suave candura
Do que é ilimitado
E não haverá possíveis confins
Para refrear o sublime
Os olhos dos bebês preguiça
O sono dos pequeninos cães
O calor do colo materno
Na doce paz do existir recente
A paixão nos olhos dos enamorados
O fascínio de quem descobre
A serena despedida de quem se vai
E, por entre tantos entrelaces,
O calor do que se sabe sem dizer
Que se escuta sem haver
Quaisquer lábios
Quaisquer corpos
E se isso é que o mistério
Espero continuar
Fazendo parte
Nessa arte
Desse sonho.
Marco Villarta
Lavras/MG, 10 de maio de 2023.




Comentários