Emblemas
- Marco Villarta

- há 8 horas
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Quantas sutis insígnias
Quantos índices
Quantos signos
Esmaecendo
Esvanecendo-se
Assim
Quantas noites sem fim
Adentrando os dias
Sem licença
nem pudor
A dor que fica
Ilusão achar conforto
Se morto explica
O perder-se em desatino
Não mais em desespero
Não mais em agudo pranto
Tanto quanto
A vida decanta-se em fino talco
Pó que se esgota lento
No desalento do palco já sem luzes
Sem plateia, nem sequer teatro
As máscaras jazem encostadas
No desalinho dos escombros
No descuido dos despejos
De quem se ausentou com pressa
Pela urgência de se mudar
Pela premência
De já não estar
O tecido do tempo
Abstrata página
Surrada pátina
Que até a solidão
Desintegra
O que sobra
Efêmera memória
Talvez épica trajetória
De ter sido infinitamente
Feliz.
Marco Villarta
Lavras/MG, 09 de novembro de 2022.



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