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Cavilações


às vezes penso

que sou bobo demais

me apiedo dos monstros

pondero

sobre as angústias das pedras

considero o conselho

do pólen que se demora

a se assentar

no pó de outras sementes

prementes

das respostas que eu não sei dar.

às vezes conjecturo

que o tempo é io-io-iô

nem passado, nem futuro

apenas nossas indas e vindas

desordenadas memórias

aflições que hão de vir

às vezes concluo

que poetas não batem bem

da cachola

inventam remédios pras dores

que não sabem explicar

e as dores, mesmas,

transformam em versos

na falta de terem

o que falar...



Marco Villarta


Lavras, 31 de julho de 2026

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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