Cavilações
- Marco Villarta

- há 5 horas
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às vezes penso
que sou bobo demais
me apiedo dos monstros
pondero
sobre as angústias das pedras
considero o conselho
do pólen que se demora
a se assentar
no pó de outras sementes
prementes
das respostas que eu não sei dar.
às vezes conjecturo
que o tempo é io-io-iô
nem passado, nem futuro
apenas nossas indas e vindas
desordenadas memórias
aflições que hão de vir
às vezes concluo
que poetas não batem bem
da cachola
inventam remédios pras dores
que não sabem explicar
e as dores, mesmas,
transformam em versos
na falta de terem
o que falar...
Marco Villarta
Lavras, 31 de julho de 2026



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