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Arte

A elegância do viver

É uma arte

É elegante não ter pressa

Aprender com os erros

Próprios e alheios.

Sentir o tempo

Envelhecer junto

Não como um desgaste

Mas como uma brisa tépida

já não derruba as casas

Nem fustiga as árvores.

A sabedoria do sentir

É uma arte

Não porque discerne os caminhos

Mas porque os sabe ilusórios

como o próprio escolher.

A paciência de existir

É uma arte

Não porque seja uma consequência

De experienciar os caminhos

Nem a insensibilidade

De desol(h)ar as angústias

É uma arte

Pois a arte recria

Os (pre)sentimentos

Exercita fingir

são falsos os medos

são leves os fardos

é leve ser sereno

Viver é uma arte

Porque não tem fórmula

 É desconhecido (do) sempre

É o nunca do saber-se

Preparado para o fim.

 

Marco Villarta

2015

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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