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Aceno

Até o infinito

Não há íngreme estrada

Nem escarpada montanha

Até o infinito

Descomeça o fim

E destermina a origem

Não há primeiras

Ou últimas letras

O infinito não se escreve

Nem se registra

É fluxo também do que somos

Junto ao ilimitado rio

E esse fio ninguém

Sabe onde vai dar

E se em algum dia ou noite

A memória brincar

De descobrir fragmentos

A única certeza

É o eterno movimento

O que persiste sendo

O que vamos vivendo

Entretecendo

Infinitos nós.

 

Marco Villarta

Lavras, 11 de maio de 2023

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Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

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