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Aceno
- Marco Villarta

- há 21 horas
- 1 min de leitura
Até o infinito
Não há íngreme estrada
Nem escarpada montanha
Até o infinito
Descomeça o fim
E destermina a origem
Não há primeiras
Ou últimas letras
O infinito não se escreve
Nem se registra
É fluxo também do que somos
Junto ao ilimitado rio
E esse fio ninguém
Sabe onde vai dar
E se em algum dia ou noite
A memória brincar
De descobrir fragmentos
A única certeza
É o eterno movimento
O que persiste sendo
O que vamos vivendo
Entretecendo
Infinitos nós.
Marco Villarta
Lavras, 11 de maio de 2023



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