top of page

A Rosa que Borges roubou de Paracelso

3 de jun. de 2022
1 min de leitura

Atualizado: 31 de jul.

Na epopeia de Gilgamesh, uma serpente rouba-lhe a flor que concede a imortalidade. Devora-a, esgueira-se pelas fendas das rochas e deixa atrás de si apenas o herói perplexo diante de uma perda infinita. Em Borges, o tigre apodera-se do saber existir para dar uma palavra ao poema de Dante. Dante, descobre seu (próprio) desígnio. Ambos o perdem, porque a máquina do mundo é demasiada para a simplicidade de seus perplexos habitantes. O labirinto de linhas dos lugares por onde andamos, dos seres que conhecemos, esboça a imagem da nossa face. Tudo o que vemos, tudo o que somos é (ou não) um sonho dentro do sonho ?


Marco Villarta

Lavras, 11 de fevereiro de 2016.

Comentários


Marco Villarta

Professor universitário, pesquisador, poeta, ensaísta, escritor, tradutor. Doutor em Letras. Nascido em São José dos Campos/SP - Brasil. Curioso pela vida e pelas pessoas, pela arte e pelos sonhos.

Membro correspondente da Academia Jacarehyense de Letras

Copyright © 2025. Todos os Direitos Reservados

bottom of page