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Pulvis
Desmancho-me me pulverizo e a dor é o pó que se esvai e não sei se sopro para a turbulência dos ventos se invento varrer para debaixo das coisas Ao invés de desapegar-me das coisas desapego-me de mim desprego-me da vida emprego as bandagens no antecipado sarcófago e se penso que me isolo me engano desmanchar-me me irmana a todas as dores à finitude de todos os seres aos viveres mais ínfimos ao sublime de cada forma. Marco Villarta Lavras/MG, 25 de outubro de 2023.

Marco Villarta
25 de out. de 20231 min de leitura


Pseudo Platoniana n.1
Simulacro é um arco Que se dobra Ante o impossível real Mas tanto se curva Que não sabemos De cada um Onde o início e o final Marco Villarta Lavras/MG, 18 de fevereiro de 2023.

Marco Villarta
16 de abr. de 20231 min de leitura


Emaranhamento
No oco do escuro túnel Toco o espesso breu Denso avesso do céu Tenso reverso do eu Que tento em meu Incerto ser. Marco Villarta Lavras/MG, 29 de setembro de 2022.

Marco Villarta
10 de out. de 20221 min de leitura


Rosas não falam
O que teria dito Romeu À sua amada Julieta Para além do que Shakespeare escreveu Porque há algo de Pirandello Em cada personagem Há uma...

Marco Villarta
5 de jun. de 20221 min de leitura


Paradoxia
Ser é coexistir Disse o filósofo Na nossa mania De extermínio Fico na cisma Sofisma Se, algum dia, Sequer Viemos a ser Marco Villarta 2017

Marco Villarta
5 de jun. de 20221 min de leitura


Platônica I
Se sinto, é verdade Se penso, é conceito Que dizer do amor Que penso sentir Presença e ausência Tenebrosa dialética De quando Os limites...

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Anticartesiana II
Se penso Sou propenso a duvidar E se sei que duvido Percebo que sou... Mas, então, Me vejo no espelho E o eu que duvida é outro do ser...

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Bakhtiniana I
Para Neusa Cardoso Se sou com o outro pelo outro a sua ausência me faz ausente de mim. Marco Villarta Lavras, 01 de julho de 2021

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Hegeliana n.1
A tese foram minhas primeiras certezas tadinhas... tardes do outono efêmeras tristonhas Então vieram as dúvidas firmes como as noites...

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Bakhtininiana II
Num espaço de tempo Coexistimos O tempo da sua ausência Inicia Mas Ukhtomski já pensava "Em algum ponto do agora Existem acontecimentos...

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Bakhtiniana III
Sou estrangeiro nas palavras que digo E soam alheias as palavras que escuto não é diversa a Terra onde piso e nem os sonhos que...

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Fenomenologia
Invisível O amor nasce na fresta Indizível Marco Villarta Lavras/MG, 14 de agosto de 2021.

Marco Villarta
4 de jun. de 20221 min de leitura


Analogia
Onde a filosofia primeira? Talvez primeiro olhar Na sanguínea fúria das feras Nos estertores das secas savanas Na cobiça do naco de vida Caçado na urgência da fome Onde o primeiro deter-se Na frontal fixidez outra face Distante, perplexa Na dor impensada Da ausência fatal Nas entranhas que cessam De pedir pelo calor das fogueiras De soçobrar no apetite dos corpos Medindo as estrelas Com a ponta de dedos encarvoados Manchados com sangue Holocaustos primevos Sígnicos presságios

Marco Villarta
1 de jun. de 20221 min de leitura
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