

Poema semântico
em língua api luna quer dizer mão em latim, api é "para a abelha" nas Novas Hébridas os falantes de api veem no céu astro arredondado, mutável os romanos chamam de luna Que nome terão os nomes usados por nós para os nomes que esses nomes tiveram antes? Marco Villarta Jacareí/SP, 01 de junho de 1999


Cantiga
resvalo seu seios sei os seus medos amamento-os la(c)tentes, sensíveis impossíveis verdades sugadas da terra pólen de abelhas espalhado na cama mergulho no poço (posso?) sonho a semente sinto somente enxergo, enxerto a visão minha das coisas nos olhos (dos) outros vacilo vazio acima de mim e do medo me meto no emaranhado que teço permeio seus infinitos segredos ainda bêbado da doçura em excesso enxugo o sexo: estremeço na noite que desce nos corpos adivinho seu sono sou seu a


Senciência IV
A dor que aperta o peito É efeito do que desperta No jeito de desaprender Como é a doçura da vida Sem a ternura compartida Sem a consentida plenitude E se ilude quem imagina Que fascina alguém ainda Para além do que se viveu Pois o infinito não se divide Não se esgota, nem regride A menos do que o inimaginável Que a inefável experiência Da senciência inexplicável De viver um divino amor. Marco Villarta Lavras/MG, 05 de julho de 2022.


Cantor
Há menos ou mais Que o infinito? Quantos infinitos Caberão nos sonhos Habitarão os dias Faltarão Na inexata matemática Dos (a)deuses Quantos seres Contarão estrelas Esquartejarão seus mundos Na inútil busca Do último átimo da última face em que nos reconheceremos iguais a nós mesmos autocriadores pobres de nós ínfimos grânulos mancha de fino regolito nos espelhos dentro de espelhos buscamos o canto dos anjos no infinito sideral porém o que está em cima é símile do embaixo nos


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