

Senciência IV
A dor que aperta o peito É efeito do que desperta No jeito de desaprender Como é a doçura da vida Sem a ternura compartida Sem a consentida plenitude E se ilude quem imagina Que fascina alguém ainda Para além do que se viveu Pois o infinito não se divide Não se esgota, nem regride A menos do que o inimaginável Que a inefável experiência Da senciência inexplicável De viver um divino amor. Marco Villarta Lavras/MG, 05 de julho de 2022.


Cantor
Há menos ou mais Que o infinito? Quantos infinitos Caberão nos sonhos Habitarão os dias Faltarão Na inexata matemática Dos (a)deuses Quantos seres Contarão estrelas Esquartejarão seus mundos Na inútil busca Do último átimo da última face em que nos reconheceremos iguais a nós mesmos autocriadores pobres de nós ínfimos grânulos mancha de fino regolito nos espelhos dentro de espelhos buscamos o canto dos anjos no infinito sideral porém o que está em cima é símile do embaixo nos


Anjo
Anjos são perfeitas criações de muitos tipos uns, mais poderosos outros, de asas quebradas E que anunciam grandes eventos E quase participam junto Da própria criação Há os anjos com causas perdidas Acompanhando tortas estradas Vendo o humano se desencaminhar Há, porém, um tipo muito especial Os que, discretos, nem ousam saber De sua natureza celestial São os que curam as almas feridas Os que permitem à fé poder voltar Velam junto aos leitos sofridos Onde as almas tentam se re


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