

Réquiem para um anjo de pelos
Para Pedrinho Vai filhinho Pequeno anjo Menino Pinscher Eterno pequenininho Tremeluzindo ternura Menininho doce Você me ensinou As chaves da vida Na simplicidade De somente estar Desconfio que na discreta sabedoria você foi um dos únicos seres a se embeberem do momento presente. Marco Villarta Lavras/MG, 29 de setembro de 2023.


Condição III
Somos Sísifo Rolando a cíclica pedra Tantos Tântalos Em momentos de sede ou de fome Diante da implacável distância A saciedade foge das mãos E se do pai Prometeu Herdamos a vida e o fogo Veio-nos, também, A águia impiedosa A renovar-nos a raiva Intermitência visceral Da nossa condição Nossos déspotas Feito Midas Perecem famintos Já que o ouro não alimenta Não menos que a turba Sem termos nascido Buscamos os ermos cantos Acalanto em mitológicos seres Desfazeres dos erros human


Enlevo
Desconfio Nos infinitos intervalos De incontáveis universos Não haver outra teia Outra sutil matéria Que pungente doçura Suave candura Do que é ilimitado E não haverá possíveis confins Para refrear o sublime Os olhos dos bebês preguiça O sono dos pequeninos cães O calor do colo materno Na doce paz do existir recente A paixão nos olhos dos enamorados O fascínio de quem descobre A serena despedida de quem se vai E, por entre tantos entrelaces, O calor do que se sabe sem dizer Q


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