

KOTENOK*
Para Arthur Cardoso meus olhos atentos enxergam (n)o escuro das noites internas, externas sou místico, é o que dizem supersticiosos pretextos. Nonsense. olho o mundo se mover. Apenas. porque na placidez da displicência aparente sou puro devir... sou egípcio, siamês ou persa mas não me importo: nomes não significam acusam-me bipolar, de indecifrável humor. mas os liames são mesmo miméticos o hermetismo, simplesmente, é mistério de não estar nem aí lugares são falsas certezas s


Breves considerações de um gato
Para Arthurzinho Sou um gato. Para os da minha espécie não preciso me apresentar. Mas os humanos são exigentes com relação às formalidades. Claro que não sou quem escreve esse texto. Tive a paciência de procurar um humano que entendesse meus miados, meu ronronar e meu olhar. Coisa rara. Apesar da prepotência típica da espécie, não têm muita perspicácia. Inventam sobre nós um tanto de bobagens que somente a nossa preguiça diária torna capaz de suportar. Sete vidas? Sermos ap


Gatoiesis
Para Arthurzinho enquanto reviso poemas o gato passeia pela cama indiferente à poesia? não sei o andar dos felinos o jeito de ser doméstico dos gatos é pura poesia coreografia perfeita divina geometria a poesia não se desconhece ela acontece. Marco Villarta Lavras, 25 de setembro de 2026.


Itinerário IV
andou perto do fim equilibrista de si sem redes de proteção escalou escarpas íngremes colinas as mãos, nada mais velejou pelas tormentas sem cais, sem portos tanto movimento fez compreender pra chegar não basta dobrar velas (a)chega-se ao destino cumprindo, rota, estrada sem direção outras dimensões limites fluidos certezas vãs. Marco Villarta Lavras/MG, 23 de setembro de 2026.


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